As mudanças no clima global não são mais um tema restrito aos especialistas. Todos os setores sociais têm se tornado cada vez mais cientes de suas causas e efeitos e demonstram apreensão com os cenários climáticos futuros. Os acordos internacionais para promover a mitigação e adaptação têm sido até agora lentos e pouco efetivos. Por outro lado, os custos de postergar as ações poderão ser maiores do que os de se agir imediatamente. O problema deve necessariamente reunir todos os países em uma mobilização urgente em busca de soluções.
O governo brasileiro e os setores produtivos reconhecem que as mudanças climáticas são uma questão estratégica para o desenvolvimento nacional, presente e futuro. Nesse sentido, é fundamental mobilizar esses setores representativos da sociedade, com o intuito de propor ações e políticas que promovam o desenvolvimento sustentável.
O momento é oportuno. A COP 15 será realizada em dezembro em Copenhagen, na Dinamarca, e há previsões de que as negociações de um acordo multilateral, com a finalidade de garantir a continuidade do Tratado de Kyoto, avançarão. Existem diversas opções de políticas na mesa de negociações, com o objetivo de estabilizar a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. O setor produtivo brasileiro pode e deve contribuir para esses debates.